Resenha de filme: La La Land- Cantando Estações

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Resenha: 5 estrelas

Gênero: Romance, Musical

Direção e Roteiro: Damien Chazelle

Música: Justin Hurwitz

Elenco: Emma Stone, Ryan Gosling, John Legend

Sinopse: Mia é uma aspirante atriz que trabalha no café dos estúdios da Warner com o sonho de tornar-se famosa. Já, Sebastian é um musicista de jazz com o sonho de abrir seu próprio clube para restaurar o público de jazz tradicional. Os dois se apaixonam mas os problemas no relacionamento acabam surgindo quando ambos tentam realizar seus grandes sonhos.

Opinião: Preparem-se para embarcar numa jornada ao mundo da lua, pois La La Land é o filme para todos aqueles que sonham alto. O filme é magnífico em todos os sentidos e uma belíssima celebração a era de ouro musical. Há tantos elogios para esse longa que sinceramente não sei por onde começar. Será que devo iniciar essa crítica falando sobre as músicas encantadoras, ou talvez venerando o prodigioso Damien Chazelle. Enfim, acho que o ideal é organizar meus pensamentos em etapas e assim prosseguir com essa resenha.

O sonho de Damien Chazelle demorou ao todo seis anos para se concretizar. Com apenas 31 anos, é de se invejar o talento dessa mente grandiosa por trás do aclamado “Whiplash”. Em busca do sim em meio a tantos nãos, esse diretor e roteirista conseguiu o que tanto desejava, produzir um filme em que pessoas dançavam num céu estrelado. Aguarde o dia 26 de fevereiro Chazelle, pois é o seu dia de ganhar a estatueta de “Melhor Diretor” e também uma “chuvarada” de ganhos em outras categorias por conta desse mesmo filme.

O maior ganhador do Globo de Ouro de todos os tempos se passa em Los Angeles, a famosa La La Land, de um ponto de vista diferente de tudo que já se viu na tela do cinema. Paisagens e figurinos tornam-se vivos com a repleta paleta de cores e luminosidade apresentadas em cada cena. Dá tanta satisfação aos olhos quanto o paraíso que é fábrica do Willy Wonka. 

Além de ser lindo de se ver é brilhantemente filmado, com pouquíssimos cortes que dão aos telespectadores a sensação de presenciar tudo que está acontecendo como se estivessem dentro da telona. Isso me leva aos números musicais que foram dançados e encenados em um só take, sem errar nada. Não é o máximo!

Mesmo que o mundo musical tenha sido deixado para trás da metade para o final do filme, isso acaba favorecendo o público que não é chegado em musicais. Porque diferentemente de “Os Miseráveis” de 2012, o longa não é inteiramente musical.

La La Land pode não ser um filme totalmente carregado de números musicais, mas música está sempre presente nele, principalmente jazz. Afinal, um dos protagonistas (Sebastian) é um músico apaixonado por esse gênero. E para complementar, a trilha sonora do filme é completamente original, maravilhosamente escrita e com arranjos esplêndidos. Definitivamente a canção destaque deste longa é “City of Stars”, cantada mais de uma vez no filme por Ryan Gosling. Ela tem uma melodia tão doce e viciante que eu não tenho dúvidas de que ela não sairá da sua cabeça por um bom tempo.

As performances de Ryan Gosling e Emma Stone são perfeitamente bem apresentadas. Emma Stone interpreta Mia com graça, intensidade e paixão. Já Ryan Gosling interpreta Sebastian com carisma, um pouco de seriedade, e coração. Os dois contracenam bem juntos e é fácil acreditar que são um casal, inclusive esse é o terceiro filme que fazem juntos. Embora ambos terem sido excelentes em seus personagens, Ryan Gosling foi o que mais me impressionou pois a forma que ele tocava o piano era tão profunda que chega a comover o público e todos sentem Sebastian entrando em seu próprio mundo quando aperta cada tecla. Nem parece que ele aprendeu a tocar o instrumento apenas três meses antes das filmagens.

Ambos não tem vozes espetaculares, apenas bem afinadas, mas isso era também intuito de Chazelle de criar personagens que não fossem preparados para cantar e dançar mas que só os fizessem. Isso cria uma atmosfera realista que não foi seguida nos clássicos musicais. Esse mesmo efeito é gerado na história do filme que mesmo sendo um romance cliché, apresenta problemas realistas que todos os casais enfrentam por causa de sua carreiras. O final não é como os da era de ouro musical, o que torna o filme longe de uma cópia dos antigos clássicos cinematográficos. O final desse longa faz os telespectadores analisarem o que aconteceu no futuro das vidas dos personagens e ao mesmo tempo dá um pingo de tristeza em seus corações.

Ao todo, La La Land não é só uma celebração à clássicos como Cantando na Chuva ou Juventude Transviada, ele é uma adição a estas obras primas. Extremamente bem executado, esteticamente aprazível, sonhador com uma pitada de realismo, otimista, que inclue performances e trilha sonora memoráveis. Este é o filme que ficará no coração do público atual e o do futuro.

Trailer:

 

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Mil beijinhos!

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